quinta-feira, 8 de março de 2012

nº 132 Faustino Rei Romero musicado por Frederico de Freitas.


Ás 8 horas do 12 de julho de 1966, no Salão Nobre do Palácio da Deputação de Ponte Vedra, celebrava-se a jornada de estreias do VII Festival de la Canción Gallega. No piano, acompanhando à soprano Dolores Pérez, o grande Miguel Zanetti dava começo ao programa com as primeiras notas das Dez canções galegas.
Este conjunto de cantigas compostas pelo maestro lisboeta Frederico de Freitas  (1902 - 1980), são dez poemas musicados cujos versos pertencem à pena de Fermín Bouza Brei, Emílio e X. Mª Álvarez Blázquez, Luís Amado Carballo, María del Carmen Kruckenberg, Ramón Vidal, Ramón Cabanillas e o nosso Faustino Rei Romero.
Não espanta a participação do padre de Isorna neste agrupamento poético por quanto é bem conhecida a sua amizade com os Álvarez Blázquez ou o Bouza Brei. O verdadeiramente interessante é que um poeta relativamente pouco conhecido, como Rei Romero, passe a fazer parte da obra musical dum dos grandes compositores de Portugal.
A dia de hoje, não posso dizer certo quem fez a coletânea poética com a que trabalhou o Frederico de Freitas, mas é muito provável que fora iniciativa de Emílio ou Xosé María Álvarez Blázquez.
O caso é que depois de muita busca, dei com a partitura Canta, paxarinho, canta, que faz a número cinco das Dez canções galegas, letra de Faustino Rei Romero e música de Frederico de Freitas.
Celso Álvarez Cáccamo, filho do poeta a quem se lhe dedicou no 2008 o Dia das Letras Galegas, definiu um dos meus artigos como um trabalho detectitexto. Pois, certamente, parece-me uma grande definição para o que fago, já que às vezes quase exerço de investigador privado.
Todas as gestões feitas na Galiza para encontrar as Dez canções galegas tiveram um escasso sucesso. Então, dirigi o meu esforço cara Portugal, e concretamente ao Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa. Esta entidade, que não tinha cópia da obra solicitada, encaminhou-me até a Dr.ª Helena Marinho, grande pianista portuguesa e conhecedora da obra do Freitas. Ela sim sabia da existência das peças requeridas e da sua localização, junto com o resto do espolio do maestro, na Biblioteca da Universidade de Aveiro.
A Diretora dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia desta Universidade, Dr.ª Ana Bela Martins e a sua colaboradora Dr.ª Patricia Silva, fizeram as gestões precisas para que o escaneado das Dez Canções Galegas, e entre elas a do Faustino Rei Romero, chegaram a mim. Para elas três o meu agradecimento.
Eis a primeira página de Canta, paxariño, canta:



Expólio do Compositor Frederico de Freitas
Universidade de Aveiro


Albergo esperanças de que para maio podamos escutar esta peça em Rianjo, mas isto é coisa que já contarei outro dia.

O Faustino Rei Romero é para mim uma grande caixa de surpresas que sempre me colhe desprevenido, ele aparece onde menos se lhe espera. 
No número 3 da revista do padroado da cultura galega de México Vieiros, há um poema titulado O nome acadado dos nomes. Está assinado pelo Nobel Juan Ramón Jiménez. Nada teria de especial este poema se não fora porque ao pé do nome do autor podemos ler: «Versión galega de Faustino Rey Romero, Presbítero. Madrí, 1965»


Nº 3 Revista Vieiros
Outono 1965

Aproveito a ocasião para recomendar vivamente a leitura desta revista feita por Luis Soto, Carlos Velo e Fernando Delgado Gurriagarán. Os textos são magníficos, mas ainda melhor é a maquetagem e as ilustrações.

Memoria de Catoira 
Concello de Catoira 2011

Termino com uma foto do Padre rianjeiro na companha de Baldomero Isorna (?). Que grandes!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

nº 131 NÃO


NÃO

Há muitas formas de dizer NÃO.
Por activa e por passiva,
com a boca pequena ou a berros cósmicos,
acenando um dedo
ou com abalo de cabeça.
Eu digo não cantando,
com a mesma voz que entoa berços,
a voz que sussurra
e deita palavras tolerantes e serenas.
Também há quem diz NÃO
parado na rua, aguardando a chegada da malta.
Esse homem ou mulher quer companhia,
o abrigo de cem, mil, milhões de NÃOS, 
a ocupar o asfalto.
Conheço uma menina que diz NÃO
com olhos de azucar, 
e a um pai que quisera comer-lhos a lambetadas.
Conheço a um demo que negou ao chefe,
e a um anjo que continua a ser porque NÃO ousa.
Mas hoje precisamos de unanimidade.
Digamos um NÃO cooperativo
desde a profunda indignação que nos consome.
NÃO aos culpáveis da derrota,
NÃO aos submissos, aos palermas,
NÃO ao contrabando de sentimentos,
NÃO a ocupação violenta das nossas casas.
Mas, por cima de tudo, 
digamos NÃO aos grandes e pequenos papahóstias
que legitimaram, com o seu voto,
a quem nos governa.

Texto: Orjais ©

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

nº 130 Apresentando os Cantos Lusófonos.

Toca apresentar os Cantos Lusófonos, e parece que vamos ir a quanto canto lusófono há.
Eis as datas:


- Sábado, 11 de Fevereiro: Compostela: Gentalha do Pichel: 20:30
- Quinta feira, 16 de Fevereiro: Vila Garcia: Escola Oficial de Idiomas: 19:00
- Quarta feira, 29 de Fevereiro: Vigo: 20:00


Não sei o local de Vigo. Quando saiba, direi.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

nº 129 Uma sanfona na Exposición Regional Gallega.

O meu amigo do facebook, Jesús Giráldez Rivero, a quem espero conhecer em pessoa qualquer dia, contou-me que também na Exposición Regional Gallega de 1909 celebrada em Compostela, houve expostos instrumentos musicais . Segundo ele me diz, mesmo uma sanfona dum artesão de Pitelos, dado este que ele pôde comprovar na documentação que se encontra no Padre Sarmiento.
Com esta grande dica foi-me fácil encontrar referências na imprensa da época. Contudo, o que não acreditava encontrar era uma descrição tão extraordinária como a publicada no jornal Gaceta de Galicia.
O dito texto, dá-nos informação sobre medidas, materiais, questões técnicas e mesmo o nome do constructor, D. Cándido Castro López. 
A dia de hoje desconheço quem é o artista, mas é muito possível que não fora um luthier profissional, sendo uma obra feita ad hoc para a Exposición.
Um dado curioso, e que dá que pensar, é o facto de a dita sanfona ser apresentada em 1909, o mesmo ano em que Isidoro Brocos fez a sua estatuinha do Velho da Sanfona e em que estão datados os planos que publicamos no primeiro volume dos Opúsculos das Artes.
Já disse muitas vezes que as casualidades são as milagres dos ateus...


«Una zanfona

Tan curioso instrumento ha sido presentado en la Exposición, y tiene la originalidad de haber sido construída en Santiago, por el hábil artista vecino de esta población D. Candido Castro López, que está recibiendo muchas felicitaciones por lo acertado de la ejecución y lo bien ultimado que está en todos sus detalles.
La describiremos, por que es curiosísima este instrumento músico, no sin antes dar nuestra enhorabuena al joven y estudioso artista.
Es de forma de guitarra sin el mástil que forma cuerpo aparte y que está colocado sobre la caja sonora, hallándose en el sitio de éste una pieza corta de 0'15 m. que remata en espiral y en donde se encuentran cinco clavijas de boj que graduan otras tantas cuerdas.
Las dimensiones de este instrumento músico tomadas en rectángulo son: largo 0'80 m. y 0'35 m. de ancho. El aro que mide 0'15 m. de alto en su parte trasera y 0'90 en la delantera, y las tapas superior é inferior son de nogal, así como la pieza anterior.
Rodean los bordes de dicho aro dos tiras de caoba cuyo dibujo en forma de lira, resulta un adorno elegante. Componen el mástil, que es la parte más interesante, el doble teclado de boj y su correspondiente caja de nogal; está situado encima de la caja hacia adelante y unico á ella por medio de dos clavijas de hierro. Es doble  su teclado para ejecutar con é la escala cromática, indispensable en la música, hallándose provisto de unos puntos ó piececitas de boj que al herir las tres cuerdas (primas), que pasan entre ellos, determinan las entonaciones mediante la presion de las teclas (1).
Se toca este instrumento por medio de un manubrio que situado atrás, hace dar vueltas á una rueda de nogal, con resina, y que está situada perpendicularmente á la caja, quedando media rueda dentro de ésta y la otra mitad fuera de dicha caja; esta rueda al rozar con las cuerdas, dá el sonido correspondiente según las teclas que al mismo tiempo se opriman. Tres cuerdas llamadas primas que pasan por encima de la rueda y por el interior del mástil, sonando al mismo, llevan el canto ó melodía; otras dos cuerdas colocadas fuera y al lado del mástil y mas bajas  que las primas, casi tocando la tapa superior de la caja sonora, una llamada mouche (mosca) y otra petit bourdon (bordoncillo), hacen la tónica y la quinta del tono. Estas cuerdas se pueden afinar sin hacer uso de las clavijas, moviendo hacia delante ó atrás unos graduadores ó rensatitos de boj, de que está provisto el instrumento y que los atraviesan la mosca y el bordoncillo.
A la rueda que está situada detrás del mástil, en el puente de boj, colocado á espalda de dicha rueda y á la pieza, también de boj, en forma de lira en que se hallan sujetas las cuerdas, y que es la última después del manubrio, las defiende una tablilla giratoria de caoba en forma de semi circunferencia, aunque su papel principal es tapar la rueda: y como las demás piezas están colocadas inmediatamente junto á ella también las cubre. Destácase en la tapadera del mástil el nombre del constructor, tallado en hermosa letra gótica.
Tiene la particularidad el instrumento de que nos ocupamos, de armarse y desarmarse facilmente.
La zanfona fué modificación del Organistrum, cuya modificación consiste en aplicar el teclado destinado á remplazar la acción directa de los dedos sobre la cuerda que, como hemos dichoa, ejercen los puntos que están situados perpendicularmente en las teclas.
Fué instrumento muy cultivado en la edad media, y en la época  del renacimiento ha desempeñado su papel en la orquesta.
Tenía el nombre latino Organistum.
Tambíen se llamó Rota Sambrica rotula y fué instrumento de trovadores y menestrales.
Después del siglo XV, fué abandonado á los pordioseros y músicos nómadas, llamándose Lira mendicorum. También se conoció con el nombre de Symphonia.
_______

(1) El teclado superior se compone de 13 teclas y de 10 el interior. Son pues 23 teclas cada una de las cuales tiene tres puentos situados en línea recta, haciendo un total de 69 puntos.» Gaceta de Galicia, Ano XXXVIII; nº 177; 14 de agosto de 1909

domingo, 5 de fevereiro de 2012

nº 128 Uma "zampoña" na Exposicion Agricola Industrial y Artistica de Galicia


Catálogo metódico de los objetos exhibidos en la esposición (sic)
Agrícola Industrial y Artística de Santiago de Compostela.

No Ayes de mi país, que publiquei para Dos Acordes no 2010, em parceria com a Pr. Isabel Rei, acho que há poucos erros daqueles que aparecem depois de que o livro já está  editado. Mas há um que me doe como se me estiveram a tirar um dente são sem anestesia.
Na página 34 falo da relação de Marcial Valladares com o  artesão Manuel Garcia de Oca, a quem solicita umas miniaturas de utensílios de lavoura. Estas miniaturas estão destinadas a ser expostas, na Exposição de Produtos Agrícolas que se vai celebrar, e aí o meu primeiro erro, não em Compostela, senão em Madrid. Também está errada a data, 1857 e não 1851 como aparece no livro. Prometo corrigir isto se   há uma segunda edição.
A modo de compensação, achego algum dado mais que pode ser de interesse para os estudiosos da flauta.
Um ano mais tarde da expo de Madrid, celebra-se em Compostela a Exposición Agrícola Industrial y Artística. Valladares vai ter um grande protagonismo nesta mostra, achegando muitos frutos das suas propriedades de Vilaencosta. Junto aos produtos agrícolas, também havia artesanatos, com um pequeno mas interessantíssimo conjunto de instrumentos musicais.
Manuel Garcia de Oca, do lugar de Rio Bô, apresenta uma flauta de ébano com chaves de prata. Tomou como modelo a de Sérgio Valladares que ainda hoje se conserva na casa petrucial de Vilancosta?
A informação que nos dá o Catálogo metódico de los objetos exhibidos en la esposición sobre o resto dos instrumentos é muito importante, já que se nomeiam materiais, algum detalhe de carácter organológico e o nome dalgumas pessoas que podem ser construtores ou simplesmente os donos dos instrumentos.
Procedentes de Compostela, Antonio Bergaña, expõe um violino de nogueira e pinheiro embutido, Domingo Villar, uma guitarra inglesa, Urbano Anido, um realejo de cilindro, Severino Pérez, um malvisto (sic), piano harmónico. Desde Lalim, Andrés Nóvoa,  uma zampoña (sic) com registro de flauta.
Algum dos nomes que aparecem aqui são de artesãos de grande renome, mesmo nalgum caso, como o de Severino Pérez, um velho amigo meu.
Em El fomento de Galicia, na altura da Expo compostelana, aparecia a seguinte coluna:

«Don Severino Pérez, hijo de Cotovad en la provincia de Pontevedra, y alumno de literatura en esta universidad, acaba de inventar un instrumento músico que puede rivalizar dignamente con los pianos mas completos. El invento ha llamado la atención de los hombres mas notables de esta capital, entre ellos el célebre violinista don Hilario Curti, quien despues de haber ejecutado con maestría varias piezas en el nuevo instrumento, tributó mil elogios al escolar artista.
La forma del "Malvis", que así se llama esta reciente obra del genio, es la de una mesa regular; en su frente descúbrese el teclado, y el interior contiene, á manera del olvidado tímpano, tres órdenes de cristales que producen dulcísimos sonidos cuando los hieren una porción de martillos colocados con notable artificio, y que constituyen la esencia de la invención.
El artista ha dirigido al señor Zepedano, alcalde de esta capital y presidente de la sociedad económica de amigos del pais, la adjunta solicitud, pidiendo la cantidad que ha creido necesaria para la constucción de un "Melvés" digno del público que concurra en julio á la esposición compostelana. No dudamos que el Sr. Zepedano, en unión con las corporaciones que preside, sabrá dispensar al talento la protección á que es acreedor.
El señor Pérez debe enorgullecerse con el producto hermoso de sus desvelos: el laurel de las artes el el que mas ennoblece la frente de los hombres; el artista arranca á la naturaleza sus arcanos, y dice generosamente al mundo, á quien regala sus conceptos: "toma; esto es mi obra".
Felicitémonos: Galicia despierta al fin! Así nos lo prueba esa porción de sucesos que estamos presenciando; así también esa emulación noble que se observa entre sus hijos, y que concluirá por dar á nuestra pátria el esplendor y la gloria de que es digna». El Fomento de Galicia, Ano I, Nº 25, Quarta feira, 14 de Abril de 1858.

Severino Pérez Vázquez é uma personagem fascinante, inventor de artefactos com aplicações musicais como o próprio malvis, o tecnefone ou a vocalina. Oxalá que alguém, algum dia, escreva a sua biografia.
Outro dos nomes importantes é Urbano Anido, ebanista da rua do Hórreo, que bem a confirmar como muitos destes instrumentos singulares provêm de luthieres ocasionais. Neste caso, isto é apenas uma hipótese, suponho que a oficina de Anido compraria o mecanismo e, em realidade, da sua autoria, só seria o móvel.
Outro dos instrumentos mencionados é a zampoña que achega Andrés Nóvoa, mas a que objeto denomina este termo? O mais fácil é pensar numa flauta pastoril, quiçá de cana. Trata-se dum pito? 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

nº 127 Opúsculos das Artes.


Em parceria com aCentral Folque e coa colaboração da Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, Ilha de Orjais acaba de botar ao mar um novo barco com rumo incerto mas muito esperançoso. O dito navio chama-se Opúsculos das Artes, e pretende ser uma revista digital de descarga gratuita que porá a dispor de toda a comunidade aqueles documentos  que consideramos de imprescindível consulta.
Está alojada no portal de descargas de aCentral Folque: http://commons.folque.com/
No mesmo apresentámonos da seguinte forma:


Opúsculos das Artes é uma revista de achegas, de graça e em suporte digital. Disponibilizaremos documentos sobre as diferentes disciplinas da Arte Galega que até hoje estavam desaparecidos, ignorados ou invisíveis entre os inúmeros objetos das bibliotecas, arquivos e museus. Opúsculos das Artes nasce da vontade de aCentral folque e do blogue Ilha de Orjais de fazer divulgação desses documentos, considerando que devem ser de fácil acesso para investigadores e para o público em geral. Publicaremos um mínimo de dois números por ano, com contidos que tenham a ver com as diferentes disciplinas artísticas como a música, literatura, fotografia, pintura, etc.
Em definitiva, Opúsculos das Artes é também uma revista cooperativa, que deve nutrir-se do trabalho solidário dos investigadores, tendo como princípio básico a retroalimentação e colaborando na construção duma comunidade científica galega documentada e solidária.
O primeiro volume de Opúsculos das Artes está dedicado à figura do artista plástico e músico Isidoro Brocos (1841-1914), autor duma das obras mais formosas da escultura de costumes galega: O Velho da Sanfona. Da leitura dos textos em torno a esta pequena peça de barro, demos com um rico caudal de documentos sobre a música tradicional da Galiza, entre os que sobranceian os magníficos planos duma sanfona de 1909.
A vida dos Brocos, Isidoro e Modesto, daria para vários monográficos, e quem sabe se voltaremos a eles em futuros números dos Opúsculos das Artes, mas este primeiro dedicado à Sanfona de Isidoro Brocos entendemos que é um belo exemplo do que queremos seja a nossa revista.
Na mesma plataforma podes descarregar o livro do meu amigo e produtor dos Opúsculos das Artes, Ramão Pinheiro AlmuinhaA la Habana quiero ir. Los gallegos en la música de Cuba.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

nº 126 Entrevista de Iolanda Mato para a AGLP.

O mau de ir a congressos é que às vezes fazem caso do que diz. Já os velhos aconselham que não há que sair da casa sem dar-se um banho e sem a roupa interior bem limpa, que nunca se sabe. Por sorte, antes desta entrevista que aqui vos deixo, ate arrumbara um bocadinho a barba. Pena de corrector de olhos.
Já sem brincadeira, obrigado à Academia Galega da Língua Portuguesa pelo convite ao ato e a todos e todas os colabores que fizeram que este saíra tão bem.
Do vídeo só lamento que quase não se veja a Iolanda Mato, beleza, e ainda mais lamento que não se escute a sua formosa voz tão cheia desses matizes sonoros que não se aprendem de velho, só se entesouram de criança.
Obrigado também à Isabel Rei, que sempre anda argalhando para dar a ver o trabalho da Academia e, sem merece-lo, também o meu.