quinta-feira, 7 de outubro de 2010

nº 96 Oiartzun

No ano 2006 teve a oportunidade de ir a Euskadi dar uma conferência sobre iconografia medieval, em concreto sobre as representações do adufe ou pandeiro quadrado. Agora saem as atas, com um texto meu corregido e aumentado com respeito ao dito na altura em Oiartzum. Obviamente eu não sou especialista em arte, nem iconógrafo, pelo que a minha visão acho que é um bocado diferente, tentando dar o ponto de vista do espectador-músico sobre uns colegas músicos de faz mil anos.
Além disso é a primeira vez que publico algo em castelhano, já que não houve tempo de fazer a tradução ao euskera.
Para quem queira ler o texto deixo aqui um arquivo em word (.doc).

sábado, 25 de setembro de 2010

nº 95 Aventura castreja

Faz umas semanas recebi uma chamada de telefone na que se me dizia que se estava a gravar um documentário de (em palavras de Xurxo Ayán, assessor científico) Pré-historia Recente e Proto-historia da Galiza. Pediu-se-me opinião sobre duas cenas com intervenção de instrumentos musicais, o convite de Estrabão e uma incineração, na que se desenvolveria um abelhão misturado com cornos ou buguinas.

Ao final participamos como músicos na representação do relato de Estrabão que diz:

«Durante três quartas partes do ano os morados das montanhas não se alimentam senão do bolota, que, depois de seca, é triturada e moída para fazer o pão, que se pode guardar durante muito tempo. Bebem zytos (bebida fermentada) e o vinho, que é raro, é bebido depois dos festins familiares; também não usam azeite mas manteiga. Comem sentados em bancos construídos ao redor da parede, dispostos por ordem de idades e de dignidades, e os alimentos circulam de mão em mão. Enquanto bebem, os homens dançam ao som de flautas e trombetas; nessas danças dão grandes saltos e caem de joelhos.» Geográfica 3,3,7

O meu parceiro, e criador da melodia que interpretamos, foi Emilio Lois, além dum grande músico uma grande pessoa (das que infelizmente já não abundam).

A questão estava em como interpretar não só o que se dizia no texto, senão o que queria dizer aquele que viu e depois contou o que viu a Estrabão, já que ele não foi expectador directo. Resulta difícil pensar que dois instrumentos melódicos puderam estar soando a vez. Se a cena que se relata pudera ter algum rasgo de verossimilitude, a trombeta, trompa ou tuba, deveria ser natural, de jeito que enquanto a flauta ou aulhos fizera a melodia, a trombeta dera uma nota pedal. Com este fim escolhemos uma toba feita com cortiça de castinheiro. Para a melodia, simples e rítmica, uma espécie de rosca de fabricação bretona.

Escolhemos instrumentos pobres ou silvopastoris porque consideramos que em qualquer época os músicos utilizaram elementos do seu entorno mais próximo para elaborar tubos sonoros, palhetas, sonadores, etc.

Em resumo, a nossa pequena participação neste documentário de ficção, deu para uma encenação de música evocatória, é dizer, que os sons produzidos pelos nossos instrumentos, ilustrem um relato conhecidíssimo.

Para o debate sobre a combinação de instrumentos do tipo aulhos & trompa, deixo esta ilustração da famosa cerâmica de Lliria.

celtiberia.net

Por último, vaia o meu agradecimento a Xurxo Ayán, assessor científico e Toño Fernández, documentalista, pela sua confiança no meu conselho e a Emilio Lois, músico, pela sua cumplicidade.

Mais informação no blogue de Xurxo Ayán: arqueoneixon.

As provas do delito:

foto: Xurxo Ayán

foto: Xurxo Ayán

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

nº 94 Casting de lagarta Lagarta.

Hoje, em Narão, o grupo de teatro Lagarta Lagarta estreia a obra Casting de Roger Justrafré. A minha mulher, Tero Rodríguez, participa como ajudante de direcção de Rosa Álvarez e eu faço uma pequena colaboração, que consistiu na gravação duma gaita e dum piano. Um prazer, como sempre, compartir trabalho com Tero, e um honor poder colaborar com uma das companhias de teatro históricas do nosso pais.

sábado, 4 de setembro de 2010

nº 93 Uma escola na Arousa em 1862

No post nº 29 deste blogue, transcrevia o expediente duma visita feita por um inspector de educação à escola incompleta da Ilha de Arousa em 1882. Este tipo de memórias dá uma informação muito valiosa, já que nos fala de temas tão sensíveis como a quantidade de meninhos que assistem regularmente ao ensino regulado, o estado das instalações e dos materiais, o tipo de ensino praticado, etc.

Vinte anos antes, em 1862, recolheu-se outro expediente, feito esta vez a uma escola da Arousa localizada na rua do Cantinho, à frente da qual se encontrava o professor D. José Benito Fungueiriño. Deste homem não sabemos muito. Cremos que é o mesmo que em 1886 leccionava em Taragonha. De ser ele, semelha que não era um homem muito pregado às normas, já que na visita à Arousa, o inspector deixava constância do seu absentismo por culpa dos problemas matrimoniais, e na girada a Taragonha, diz-nos que fora aberto expediente por viver numa casa diferente à vivenda escolar, na altura, lugar de residência obrigatória do professor.

Como se verá, os dados oferecidos com duas décadas de diferença têm muito em comum, mostrando uma situação, a da educação na Arousa no século XIX, muito deficitária e de escassa implantação.

Em ambos documentos disse que a povoação da Ilha é de 1000 almas. O número de alunos, mínimo em 1862, todavia é menor em 1882, 37 e 28 respectivamente. Porem, a assistência regular era mais bem irregular em ambos casos.

Resulta curioso que no documento mais antigo disse que a matrícula é gratuita, entendemos que sufragada pelo concelho, enquanto que vinte anos mais tarde só 19 dos 28 totais não pagam .

Nos textos destacar o uso dos Fleuri e os Asteta em ambos casos.

Dos dois expedientes desprende-se o desleixo pela educação religiosa, já que no documento de 1862 manifesta-se claramente que é deficitária e na do 1882 simplesmente não existe.

Outro dado que dá valor a este texto que agora transcrevo e o fato de estar datado só sete anos após da fundação da primeira escola na Ilha de Arousa, em 1855 [Vila Fariña & Dopico Orjales Historia da Illa de Arousa]. É possível pois que Cantinho, nº 18, seja o endereço do primeiro edifício público arousã para o ensino.

Provincia de Pontevedra. Partido judicial de Cambados.

Pueblo de la Ysla de Arosa. Número de almas 1000.

Estado de la Escuela incopleta de niños á cargo de Dn José Benito Fungueiriño.

Em vermelho observações do inspector, em preto dados suministados pelo profesor.

Observaciones del Ynspector.

Esta escuela debe trasladarse inmediatamente á otro edificio.

Datos suministrados por el Profesor.

1º Situación, estado y dependencia del edificio.

Está situado al Norte del pueblo, calle del Cantiño, número 18, piso bajo; su fachada principal mira al Levante con una ventana y otra al Poniente; en estado malo y sin habitación para el Profesor; es además alquilado.

Estado de muebles y enseres es malo (?), y su colocacion la conveniente.

1º Estado y colocacion de los muebles y enseres.

Hay cinco cuerpos de carpinteria de dos metros y medio de largo, una mesita con una escribania de bronce y una campanilla de metal, seis bancos de asiento colocados paralelamente á uno de los dos menores del rectángulo.

Se carece de medios materiales de instrucn.

3º médios materiales de la instruccion.

Una colección de carteles por Flores.

Veinte marcos con sus cristales y muestras para la escritura, colocados en las mesas, ocho tinteros de asta, una cuadrícula para la caligrafía, un tablon para la Aritmética, una (sic) mapa de España.

Conforme.

4º Materias que comprende el programa de enseñanza.

Doctrina Cristiana, Historia Sagrada, Lectura, Escritura, Gramática y Aritmética.

Conforme.

Número de alumnos matriculados con separacion de los menores de seis años, de seis á diez y mayores de diez.

Menores de seis años………8

De seis á diez……………..20

De diez en adelante………...9

Total……………………….37

Conforme.

6º de los que concurren ordinariamente á la Escuela.

Unos veinte y tantos.

Conforme.

7º de los que están dispensados del pago de retribuciones.

Todos asisten gratuitamente.

Si bien la base del sistema es el simultáneo se enseña individualmente.

8º Sistema adoptado para el regimen de la Escuela.

El misto.

No hay exactitud en este dato.

9º Secciones en que se divide cada clase de enseñanza.

Doctrina Cristiana en 6; Historia Sagrada en 7; Lectura en 6.; Escritura en 8.; Aritmética en 8; y Gramática en 6.

No hay distribucion de tiempo, ni de trabajo.

10. Tiempo dedicado en la enseñanza semanalmente en cada una de las secciones de cada clase.

En Lectura….2 horas

En Escritura..2 horas 15 minutos

En Doctrina...2 horas 30 minutos

En Historia…2 horas 30 minutos

En Aritmética…1 hora 30 minutos

En Gramática…1 hora 30 minutos










Conforme.

11. Libros de testo para cada asignatura de enseñanza.

En Doctrina Cristiana el Asteta por Luarca; en Historia Sagrada por Fleuri; en Lectura por carteles; metodos prácticos por Barahona; Fleuri en prosa y verso y cuadernos litografiados por Araujo.

No hay exactitud en este dato.

12. Número de alumnos de cada sección.













No hay sistema de apremios, ni de castigos.

13. Sistema de premios y castigos en la escuela.

Distribución de billetes, pasar de puesto inferior á otro superior. Castigos perder el puesto en la sección y aun pasar á la inmediata, ponerlos de rodillas ó de pie y retenerlos en la Escuela.

Conforme.

14. Edad y estado del maestro, título profesional del mismo y años de servicio en la enseñanza y en el pueblo.

El profesor tiene 46 años de edad; estado casado; título elemental, lleva mas de diez años de servicio y en el pueblo tres.

Conforme.

15. Dotamos para el personal y material de la escuela; fondos de que se paga, importe de las retribuciones.

La dotación del personal es de 1700 rrs (reales) y la del material 525; se pagan por cuenta del presupuesto municipal.

Conforme.

16. Puntualidad en el pago de la dotacion.

El pago se hace por trimestres.

Ysla de Arosa, 9 de Abril de 1862.

El profesor.

José B. Fungueiriño.

Los resultados de la educacion y enseñanza de esta escuela son pocos. Su maestro no carece de aptitud y es su mediana capacidad y aun instrucción; pr (pero) no tiene el celo qe (que) debiera pr (por) las continuas salidas q. (que) hace, obligado quiza pr (por) las cuestiones judiciales en qe (que) continuamente anda con su muger, de la qe (que) esta separado hace años.

Ysla de Arosa, Abril 9 de 1862.

Angel Rubido.

Hay un sello que dice = Ynspeccion de primera enseñanza de la provincia Pontevedra = Advertencias que, cumpliendo con lo dispuesto en el articulo ciento cuarenta y cuatro del Reglamento general para la administración y régimen de la instrucción pública esta Ynspección y asy a hacer el resultado de la visita girada a esta Escuela en el dia de hoy = 1º que a lo sucesivo al rendir las cuentas de menage al Ayuntamiento se remita a esta Inspección literal de la mismas = 2º que se formalicen y lleven con la mayor exactitud y claridad los registros de matricula, clasificacion y asistencia y se adquiera el libro en que el señor Cura párroco debe hacer las anotaciones oportunas acerca de la aplicación y aprovechamiento de los alumnos en el estudio de la doctrina y moral cristiana = 3ª que después de trasladar la escuela á otro local que proporcione mejor sala de clase se adopte un buen sistema de enseñanza y se haga una acertada distribución del tiempo y del trabajo = 4ª que la educación se prefiera á la instrucción que de manera alguna debe descuidarse, que las oraciones de entrada y salida de la Escuela se base en que se hagan con la mayor discreción y recogimiento, rezando de la misma manera el rosario todas las tardes de los sábados. Escuela incompleta de la Ysla de Arosa, Abril 9 de 1862 = Angel Rubido.

Es copia

José B. Fungueiriño

Expediente de visita de inspección a la escuela pública incompleta de niños de A Illa de Arousa.

F.U. ENSINO PRIMARIO, Caja 127, Porción 2ª, P.35: A Illa de Arousa

Arquivo Histórico Universitario (USC)

Documentos originais aqui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

nº 92 Guadalupe 2010

Os amigos da Comissão de Festas da Guadalupe de Rianjo, incluíram no livro das festas um artigo meu, originariamente publicado em Ilhadeorjais, post nº 86. Obrigado por me colocar do lado dos mestres Ramón Brea, Santos, Comoxo, Costa, Deira... Estou como se me acabaram de licenciar em rianjismo. Boas festas e sentidinho.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

nº 91 O império Goday.


Traes al cuello una cruz,
regalo de un catalán.
Quiera Dios que no se vuelva
el muelle de Villajuán.

Esta cantiga dos portos foi recolhida por Marcial Valhadares, possivelmente na sua estadia nesta vila da Ria de Arousa no 1865. A sua interpretação não resulta doada, mas semelha fazer referência aos fomentadores catalães que pouco a pouco vão tomando posições na nossa costa. Uma destas famílias vidas de Catalunha é a dos Goday que chegaram a ter, como amostra o artigo de El Liberal que a continuação transcrevo, um autêntico império conserveiro.
Em 1900 deviam estar no zénite do seu poder, um poder que não sempre contou com o apoio dos seus vizinhos, mas que indubitavelmente dou às vilas da Ria de Arousa um tecido industrial do que carecia. Os Goday e o resto dos fabriqueiros proletarizaram a sociedade maruja na que instalaram as conserveiras, configurando um novo sistema de assalariados e patrões, ricos e pobres, poderosos e submetidos.
As informações achegadas neste artigo e que são assinadas por Lázaro, possivelmente Antonio Rodríguez Lázaro, são dum grande interesse para os estudiosos da história contemporânea na Ria de Arousa, e mais concretamente o desenvolvimento da industria conserveira. Há dados da produção, o número de trabalhadores e trabalhadoras, as localizações das fábricas, dados pessoais dos Goday, as marcas que vendiam, etc. E além disso, uma escrita precisa e preciosa, como era habitual na prensa de outros tempos...

«LA RÍA DE AROSA

Rianjo

La fábrica de Juan Goday y Goday

Es Rianjo, pueblo perteneciente a la provincia de la Coruña, uno de los más bonitos que tiene la encantadora ría de Arosa.

Asentado como todos ellos en la misma playa, merece ser visitado por cuantos quieran gozar de un espectáculo verdaderamente hermoso y realizar un viaje por la ría en extremo agradable.

En Rianjo, como en la mayor parte de los pueblos de la ría de Arosa, hay fomentadores, denominación con que aquí se conoce á los fabricantes de conservas y salazón.

La importancia que aquí tiene esta, tuve ocasión de verlo en la visita que hice a la fábrica que en Rianjo tiene D. Juan Goday y Goday; bien es verdad que esta casa es de las mejores, y que sus conservas alimenticias circunlan hace mucho tiempo por todos los países de Europa, principalmente Francia, Italia e Inglaterra.

La producción de la fábrica de Rianjo en sardinas en conserva y en escabeche, es de 700.000 a un millón de latas anuales de varios tamaños, y en sardinas saladas y prensadas que se exportan a Francia e Italia en cantidad de 500 a 750.000 kilos, envasadas en barriles que pesan de 15 a 150 kilos, y que contienen de 200 a 3.500 sardinas.

Son también exceletes mercados de esta casa Cuba, Puerto Rico y en general todas las Repúblicas americanas, que, así como los demás mercados de Europa, prefieren los pescados de nuestras costas del NO por su exquisito sabor y grosura.

Hombre inteligente e ilustrado, D. Juan Goday ha montado su industria con todos los perfeccionamientos modernos, esmerándose extraordinariamente en la preparación, como lo demuestra la medalla de cobre que han obtenido sus productos en la actual Exposición de París.

El número de operarios que esta fábrica emplea en sus manipulaciones y preparación es de unos 30 hombres y de unas 80 mujeres en el trabajo ordinario.

Madrid es para la fábrica de Rianjo un punto de gran venta, como lo demuestra el depósito que ahí tiene en la tienda de ultramarinos llamada La Francia, establecida en la calle del León, 23.

Las marcas de esta fábrica que más aceptación tienen en Madrid son las llamadas Bebés, Columpio, Non plus ultra, que no tienen espinas, y Sardines bretonnes. La especialidad, sin embargo, es la marca titulada Perla del Harén, que son sardinas con trufas de un sabor exquisito.

La Perla del Harén es la última palabra en esta clase de industria.

La Isla de Arosa

Viuda e Hijos de Juan Goday

FÁBRICA DE CONSERVAS

Goza de renombre tan universal la pintoresca isla de Arosa, que no es posible sustraerse, encontrándose uno en esta región, al deseo de visitarla.

El visitante, que después de admirar el panorama que representa la isla quiera recorrer el pueblo y conocerlo en todas sus manifestaciones, tendrá que ir forzosamente a parar a la fábrica de conservas de la Viuda e Hijos de Juan Goday, numerosa familia de origen catalán, que ha contribuído poderosamente al desarrollo industrial y social de la Isla de Arosa.

Los Goday son el alma de la isla y el sostén de gran número de familias. A su labor de muchos años y a su actividad incansable se debe mucho de lo que allí se ha hecho.

Lo que los Goday han sido para esta región, está demostrado con decir que su casa fue la primera establecida en Galicia para la fabricación en grande escala de latas de sardinas en aceite.

Muerto hace poco el fundado de la casa, hoy está al frente de ella un hijo suyo, don Manuel Goday, que ha dejado su carrera de médico para dedicarse por entero al engrandicimiento de la fábrica.

Esta es proveedora de la Real Casa desde el año 1881, en que, con motivo de una visita que hizo a la fábrica el rey D. Alfonso, le concedió a su propietario dicho título.

La producción aproximada de esta fábrica de conservas es de 10.000 cajas de 100 latas, o sean 1.000.000 de latas anuales.

La mayor parte de esta producción se consume en los mercados franceses, en concurrencia con los productos similares de aquel país.

Elabora clases especiales y exquisitas que alcanzan gran favor en el público, entre ellas las Sardinas rellesa, los Calamares rellenos y la Caballa en ante, que han valido a esta fábrica altas recompensas en todas las Exposiciones, tanto extranjeras como nacionales, a que ha concurrido.

Entre otras recompensas que evidencian la importancia de esta fábrica y la bondad de sus productos, citaré las siguientes:

Cuatro medallas de oro en las Exposicones Internacional de Pesca en Londres, en 1883; Universal de Barcelona, en 1888; Regional de Santiago, en 1885, y Nacional de Cádiz, en 1887.

Unamedalla de plata en la Exposición Universal de Amberes, en 1885.

Medalla de bronce en la Exposición universal de París, en 1889.

Medalla de bronce en la Exposición Universal de Chicago de 1892-93.

Como se ve por lo expuesto, la fábrica de conservas de la Viuda e Hijos de Juan Goday figura a la cabeza en las de su clase, tanto de España como del extranjero.

Villanueva de Arosa

Manuel Goday Gual

FÁBRICAS DE SALAZÓN

Que la familia de los Goday es muy numerosa, y que gran parte de ella está dedicada a la industria de conservas y salazón, lo demuestra plenamente este artículo.

Otro individuo de esta laboriosa familia, D. Manuel Goday Gual, tiene su casa en Villanueva de Arosa, es decir, la sucursal, porque la casa principal radica en Barcelona, donde reside siempre D. Manuel Goday.

Al frente de la casa de Villanueva está su hijo D. Jacinto.

La fundación de esta casa data, nada menos, que desde el año 1760. ¡Una friolera de tiempo!

Sólo se dedica a la salazón de sardinas, para cuya industria posee tres fábricas: una en Melojo, otra en labarrosa y la tercera en Villanueva, todas enclavadas en esta ría.

Su exportación es extraordinaria, siendo Italia, Fancia y América sus principales mercados en el extranjero.

En cuanto a España, no hay plaza importante que no consuma los productos de esta casa.

Los operarios que sostienen las tres fábricas de D. Manuel Goday son muy numerosos en toda época, pues aunque la cosecha de la sardina es principalmente en invierno, los trabajos no cesan en todo el año, con especialidad en la confección de barriles para envases.

A todos estos señores debo grandes atenciones y muestras de consideración en mi visita a sus fábricas, y justo es que por ello les signifique mi agradecimiento desde las columnas de El Liberal.

Lázaro.

Villagarcía 18 de Agosto 1900.»


nº 90 Artigo em La Voz de Galicia

O amigo Joel Gómez acaba de publicar um artigo na Voz de Galiza sobre a nossa edição do Ayes de mi país. Agradecer a amabilidade do Joel e só uma coisa, eu não encontrei os Ayes, está bem explicado no meu trabalho, foram eles os que me encontraram a mim.
Podeis ler o artigo aqui.