segunda-feira, 7 de junho de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
nº 84 Ayes de mi país
do primeiro cancioneiro de música tradicional galega do que temos constância, elaborado por Marcial Valladares no 1865. O estudo que acompanha às partituras do escritor estradense estivo ao meu cargo em parceria com a professora e guitarrista Isabel Rei. Ela centrou-se fundamentalmente no aspecto analítico, correndo eu com o historiográfico. Para mim supõe cerrar um ciclo na minha vida. Depois de tantos anos dedicado aos arquivos e nomeadamente à figura de Marcial Valladares, já tinha gana de ver o Ayes... na rua, ver que repercussão tem os muitos dados e documentos encontrados no casa de Vilaencosta, se damos recuperados de vez a Valladares como músico e recompilador de música tradicional.
Aproveito este espaço para agradecer ao editor, Javier Jurado (Dos Acordes) ter a vontade e a confiança em mim para fazer realidade esta publicação assim como à família herdeira do legado dos Valladares, por custodiar os documentos tão primorosamente e ao mesmo tempo ser tão generosos com os investigadores.
Para mais informação e pedidos: Dos Acordes.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
nº 83 O folclore musical da Arousa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010
nº 82 Os rostos de Santa Columba
Um dos meus lugares preferidos de Rianjo é a atalaia que sobre a praça de Rafael Dieste forma o adro da igreja. Esta plataforma permite-nos ver o varandão do paço de Martelo à altura dos nossos olhos, estar por cima do cruzeiro e ter uma perspectiva única do conjunto da praça.
A igreja é uma autêntica jóia, uma mistura de estilos bem engastados formando um conjunto harmónico e de indubitável beleza. Mália não ser um templo muito grande há numerosos elementos ornamentais que impressionam ao visitante, emanando como um perfume a mistério sem desvelar. Não conheço muitos trabalhos em profundidade sobre a igreja rianjeira; destacar, se calhar, o de Begoña Fernández Rodríguez, El Tema del Juicio Final : el ejemplo de Santa Columba de Rianxo.
Quem visite Santa Columba tem a obriga de prestar atenção na cruz cumial que pintara Castelao; na decoração duma janela na parede norte com imagens de São Blas e Santa Águeda; numa Piedade possivelmente do s. XII que se encontra no interior, conservando parte da policromia original e sobre tudo, ao meu ver, deambular ao redor do templo gozando da maravilhosa colecção de modilhões que povoam a cornija. Paga a pena jogar a ser Panofsky e tentar adivinhar que representam esses rostos que nos contemplam desde as alturas, perguntar-se que pretendeu ensinar-nos o artista com a sua lição pétrea. Com a minha câmara compacta tirei umas fotos de não muita qualidade mas suficiente como invitação a contemplação e entretenimento da imaginação. Eis as fotos.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
nº 81 Brisas Rianjesas de Felipe Paz Carbajal
O compositor pontevedrês teve uma vida musical muito intensa que poderíamos resumir nos seguintes itens(1):
- Foi discípulo de José Carnicer, Lorenzo Castro, Antonio Licer, Isidro Fernández e José Gómez.
- 1868. É nomeado director da Banda do Hospício de Ponte Vedra.
- 1878. Funda a Banda Popular de Ponte Vedra.
- 1890-1918. Dirige a Banda de Nóia, na que continua até a sua morte.
- 1892. Dirige a Banda de Vila Garcia e Travanca.
- 1894. É nomeado organista da Sê compostelana pelo cardeal-arcebispo de Santiago, José María Martín de Herrera.
- 1909. Dirige desde a sua fundação o orfeão La Aurora Noyesa.
- 1912-1914. Dirige a banda de Ponte Areias.
Ultimamente, teve um encontro muito afortunado com ele na forma duma preciosa partitura dedicada às gentes de Rianjo.
Por gentileza de Sofia, bibliotecária da B.P.M. Castelao de Rianjo, pudem consultar um maço de partituras que foram encontradas na casa petrucial de Manuel António. Entre os numerosos documentos impressos e manuscritos estava uma partitura assinada por Felipe Paz Carbajal titulada Brisas Rianjesas. Havia mais obras do compositor pontevedrês, mas esta é a única cujo título não estava incluído no catálogo do autor que eu manejava.
O texto musical:
O contexto:
O texto poético:
Brisas Rianjesas
«Brisas Rianjesas»
llegan aquí
tu amor buscando,
sin par hurí;
tu, la corola
del corazón,
abre y que oreen
su hermosa flor.
De jardín del mundo
el adorno eres
y entre las mujeres,
bella sin igual;
por eso estas «Brisas»
de puros amores
hoy tantos primores
vienen a admirar.
Pasacalle
Flota en la atmosfera
serna y plácida,
envuelta en túnica
de blanca luz,
la brisa tenue
que cruza ligera
sus anchos ámbitos
del cielo azul.
Igual que aquellas
«Rianjesas Brisas»
amor brindando
van por doquier,
acariciando
com sus cantares
la flor más bella,
que es la mujer.
Para descarregar Brisas Rianjesas premer aqui.
Primeira folha do manuscrito.
(1) Dados obtidos do artigo VARELA DE VEGA, Juan Bautista. Felipe Paz Carbajal, un gran músico del XIX gallego. El Museo de Pontevedra, ISSN 0210-7791, Nº 55, 2001 , pags. 317-336
(2) SANTOS, Xesús & COMOXO, Xosé Biografia de Arcos Moldes (Rianxo: Apuntes dunha vila marinheira) 1865-1944 [Concelho de Rianjo; Rianjo], p. 176-177
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
nº 80 Feijão branco com mexilhões.
Numa panela com azeite põe-se um pimento mediano e quatro ou cinco tomates também medianos, tudo bem picado. Deixa-se fritar um pouco e acrescenta-se-lhe um copo de vinho branco e sal, aguardando que se faça um molho jeitoso.
Escorrem-se os feijões da água na que previamente estiveram a remolho, e deitam-se na panela completando com abundante água. Cozer arredor de 45 minutos, até que os feijões vaiam estando.
À parte, fazer um refogado com cebola e alho. Acrescenta-se os mexilhões previamente cozidos ao vapor e sem concha. Retirar do lume e pôr algo de pimentão doce.
Quando os feijões estejam quase prontos juntamos o refogado da sertã à panela e deixam-se outros 15 minutos. Provar o sal e modificar se for preciso.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
nº 79 Novo documentário de Lukas Santiago.
Deles o autor diz que são:
“Galeg@s, porque son persoas nas que desborda a sabiduría popular, que representan o espírito do pobo galego, a fala, a retranca, as lendas...
Galeg@s, porque son portadores da cultura tradicional galega, rural e mariñeira, últimas testemuñas dese mundo que xa non volverá...
Universais, porque son persoas anónimas, que non soen ter a palabra, pero que teñen moito que contar... e son especiais, aquí i en Australia...
Universais, porque coñeceron unha época de pobreza, de carencias... na que seguen a vivir no presente a maioría dos seres humanos do mundo...
Historias do mar porque son persoas do mar, desa cultura mariñeira que moldeou a alma das xentes da nosa costa durante séculos...
Esta é unha homenaxe a tod@s eses galeg@s universais, que ninguén coñece, pero que tod@s coñecemos...”
Lukas Santiago
Podeis ver o trailer aqui.
